Primeiros resultados do NIRPS revelam mundos escondidos e atmosferas em fuga

O Near-InfraRed Planet Searcher (NIRPS) é um novo espectrógrafo de alta resolução projetado para a busca de exoplanetas e o estudo de suas atmosferas. Exoplanetas são corpos planetários localizados em órbita de estrelas distintas do nosso Sol. Em cinco novos estudos publicados hoje na revista Astronomy & Astrophysics, a equipe internacional do NIRPS apresenta o design do instrumento, suas primeiras observações e os resultados científicos iniciais.

Instalado no telescópio de 3,6 metros do Observatório Europeu do Sul (ESO), em La Silla, Chile, o NIRPS iniciou oficialmente sua missão científica em abril de 2023. Seu desenvolvimento e construção tornaram-se possíveis graças ao trabalho de um grande consórcio que reúne cientistas e engenheiros do Canadá, Suíça, Espanha, Portugal, França e Brasil, com o apoio fundamental do Observatório Europeu do Sul. Mais de 140 especialistas contribuíram para o projeto, incluindo uma equipe de Professores e Engenheiros do Departamento de Física e do Departamento de Engenharia Elétrica, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O NIRPS foi especialmente projetado para observações no infravermelho próximo, onde estrelas frias e vermelhas conhecidas como anãs M — que representam o tipo mais abundante de estrelas na Via Láctea — emitem a maior parte da sua luz. Isso torna o NIRPS um instrumento ideal para detectar pequenos planetas semelhantes à Terra, orbitando tais estrelas.

O NIRPS também é particularmente adequado para detectar e estudar atmosferas de exoplanetas. O instrumento foi projetado para funcionar em conjunto com outro poderoso caçador de planetas: o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), um espectrógrafo que observa no visível e opera no mesmo telescópio desde 2003.

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